Mamas

Belas, curvilíneas, elegantemente dispostas no tórax, as mamas são o símbolo maior da feminilidade. A Cirurgia Plástica reserva uma atenção especial para elas. Vejamos os tipos de situações :

Mamas pequenas (hipomastia) Estão presentes em qualquer biótipo, mas são especialmente frequentes nas orientais. Não é uma patologia e raramente faz parte de uma deformidade congênita chamada síndrome de Polland.

Mamas caídas (ptose mamária) Acontecem depois de emagrecimento, após a lactação ou pelo envelhecimento natural.

Mamas tuberosas São freqüentes e causam grande insatisfação a quem possui. Caracteriza-se pelo defeito de desenvolvimento com estreitamento da base como se estivessem aprisionadas por algum tecido constritor. São comuns as assimetrias, a hipomastia e o alargamento das aréolas.

Mamas assimétricas Diferença na forma, volume ou grau de ptose entre as mamas.

As cirurgias estéticas mais freqüentes na mama são: aumento, redução e elevação. (Para reconstrução mamária, ver em cirurgias corretivas.)

Aumento das mamas (inclusão de prótese mamária) Existem três vias de acesso para inclusão de prótese: sub-mamária (cicatriz no sulco inferior da mama), periareolar (cicatriz na borda inferior da aréola) e transaxilar (cicatriz na axila). A prótese pode ser colocada logo atrás da glândula mamária (retroglandular) ou da fáscia posterior à glândula (retrofascial) ou do músculo peitoral (retromuscular ou “dual plane”). Há vantagens e desvantagens para cada situação, mas, em resumo, mulheres muito magras de pele fina devem ter suas próteses inseridas no espaço retromuscular. Mulheres que praticam esporte com muita intensidade devem ter suas próteses inseridas no espaço retromamário para evitar que a contração do músculo provoque mudança na posição da prótese.

Sobre as próteses- As primeiras cirurgias aconteceram na década de 60 nos Estados Unidos. Desde então as intensas pesquisas nesta área fizeram com que as próteses evoluíssem, ganhassem qualidade e reduzissem em muito as chances de complicações. As mudanças mais importantes foram na estrutura do invólucro, que se tornou mais resistente e de superfície áspera (texturizada), e no conteúdo, o gel de silicone, que aumentou de densidade (gel coeso). Por isso, caso ocorra alguma ruptura, o silicone não extravasa.

Contratura, o que é isto? O organismo reage ao silicone formando uma cápsula orgânica em torno dele. É como uma fina membrana que envolve e está presente em todas as próteses. Em alguns pacientes, a cápsula torna-se endurecida, produzindo desconforto e, em casos mais severos, dor e deformidade mamária. O tratamento varia desde métodos não invasivos como massagens, ultrassom e uso de medicações, até reoperação com liberação da cápsula e troca de prótese.

Durabilidade da prótese - Uma prótese mamária em média requer troca entre dez e quinze anos, porém não há estudos conclusivos. O recomendável é o exame de imagem a cada cinco anos para análise da integridade do invólucro.

Prótese e prevenção do câncer de mama – É possível a avaliação preventiva da mama mesmo na presença de prótese. Nódulos suspeitos podem ser detectados pela palpação ou através da mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

Prótese e aleitamento materno – A prótese por estar localizada atrás da glândula mamária, não impede o aleitamento materno. Nos casos em que há associação de mastopexia (levantamento da mama) ou ressecções glandulares, pode haver uma redução na lactação se a gravidez ocorrer em um período próximo à cirurgia.

Mamaplastia redutora Existem inúmeras técnicas e a escolha depende do tipo de mama. É importante considerar o volume a ser reduzido (100g, 200g, 500g ou até mesmo mais do que 1kg), o formato (base alargada, cônicas, com queda acentuada) e a densidade (firmes ou moles). A qualidade da pele influencia o resultado tardio da cirurgia. Mamas de pele fina, sem elasticidade e com estrias rapidamente tendem a recidivar a flacidez.

As variações entre mamas explicam as cicatrizes diferentes resultantes das mamaplastias redutoras: periareolar, em “raquete”, em “L”, em “âncora” ou “T invertido”.

Elevação da mama (mastopexia) A mama flácida e caída é causada pela perda de densidade do tecido mamário e da elasticidade e firmeza da pele. As causas mais freqüentes são o aleitamento materno (não deixe de amamentar seus filhos, é importante!) e o grande emagrecimento.

Pequenas ptoses associadas à hipomastia são corrigidas apenas com inclusão de prótese. Em casos mais severos, além da prótese é necessária a moldagem do tecido mamário com a retirada do excesso de pele. Quando há associação de ptose e hipertrofia, as técnicas são semelhantes às empregadas nas mamaplastias redutoras.

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