Reconstrução de mama

O tratamento do câncer de mama evoluiu graças ao diagnóstico precoce, aumento de unidades especializadas de atendimento e avanço das técnicas cirúrgicas e dos tratamentos adjuvantes. Isto gerou um aumento do interesse do paciente na recuperação da forma mamária. Relato aqui três tipos de reconstrução mamária: adenomastectomia subcutânea, reconstrução parcial e total.

Adenomastectomia subcutânea – É a retirada da glândula mamária com preservação da pele, tecido subcutâneo e aréola. Ela é utilizada como prevenção em pacientes de alto risco que apresentam displasia mamária. A reconstrução é feita com próteses mamárias.

Reconstruções parciais – O diagnóstico precoce do câncer de mama permite as ressecções parciais como setorectomias ou quadrantectomias. A reconstrução dependerá da localização do tumor e do tamanho da mama. Em mamas maiores, a reconstrução é feita às expensas do próprio tecido mamário remanescente, nas menores,geralmente são utilizadas as próteses.

Reconstruções totais As opções existentes possuem vantagens e desvantagens que são discutidas entre cirurgião e paciente. Destaco quatro tipos de reconstrução: expansores cutâneos, retalho do grande dorsal, retalho abdominal e retalho abdominal livre. Existem variações, mas geralmente é seguida a sequência de etapas cirúrgicas de reconstrução de mama, simetrização com a mama contralateral e reconstrução da aréola e mamilo.

Expansores cutâneos Os expansores são cápsulas de silicone vazias que têm uma válvula para ser puncionada e gradativamente preenchida com soro fisiológico. Desta forma, promovem a distensão e ganho local de pele para permitir uma futura inclusão de prótese. Alguns modelos são mistos de prótese e expansor com a finalidade de serem definitivos e não exigirem trocas.

Retalho de grande dorsal É utilizado pele das costas transportada junto com o músculo grande dorsal à área da mama. O formato é conseguido com prótese.

Retalho abdominal É utilizada a pele do abdome inferior (aquela que é descartada após uma abdominoplastia) que é transposta para a mama junto com o músculo reto abdominal. A gordura abdominal mimetiza a mama e dispensa o uso de prótese. A cicatriz na região doadora é favorável, pois é igual a uma abdominoplastia estética. Há a necessidade de inclusão de prótese de prolene na parede abdominal para prevenir abaulamento devido à falta do músculo.

Retalho abdominal livre Significa transpor a pele abdominal sem levar o músculo reto abdominal. Evita ,portanto, o abaulamento da parede abdominal e necessidade de tela de prolene. O conjunto, pele e gordura, é dissecado junto com os vasos epigástricos inferiores que são anastomosados na região torácica aos vasos locais, geralmente as mamárias (ver microcirurgia). A desvantagem é o risco de trombose dos vasos e perda total do retalho.

Reconstrução da aréola e mamilo É a última fase da reconstrução mamária e feita após definição da forma e simetria. O mamilo é reconstruído com um pequeno retalho da neomama e a aréola, através de enxerto da aréola contralateral (aréolas grandes) ou de pele entre a vulva e coxa que possui pigmentação semelhante. Outra opção é a tatuagem.

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